Tommy

* TOMMY * (3 de Novembro de 2017)

O nosso querido TOMMY velhinho partiu, após uma longa e penosa doença, para o “Céu de Cão”, na passada 6ª feira. Conforme poderão recordar-se, já desde o fim do Verão que o TOMMY combatia, com a ajuda de antibióticos, anti-inflamatórios, e períodos de internamento para extracção de dentes e limpeza de abcessos recorrentes, uma grande infecção, que, apesar de todos os cuidados recebidos, não se conseguia debelar, tendo atingido o maxilar superior. Durante bastante tempo, foi possível ir proporcionando ao TOMMY o alívio necessário para que usufruísse de alguma qualidade de vida, e, a partir de determinada altura, foi transferido do espaço que há vários anos partilhava com os seus queridos “cãopanheiros” CANÉ e MAQUINISTA para a “Casa do Sr. José”, de forma a poder usufruir não só de maior conforto,mas, principalmente, da vigilância e assistência constantes que passara a requerer, além dos cuidados mais específicos e curativos diários que se tinham tornado imprescindíveis. O facto de o TOMMY mostrar grande apetite, e de se movimentar sem dificuldades, apesar de se notar que precisava de repousar por cada vez mais longos períodos, permitia-nos acalentar alguma esperança de que o seu organismo conseguisse, enfim, reagir e ajudar no combate à sua doença, mas, nas últimas duas semanas, o seu estado foi-se agravando, e já não conseguia alimentar-se sem primeiro lhe ser administrado um anti-inflamatório/analgésico forte, pois começou a apresentar crescentes dificuldades em mover o maxilar e em engolir. Finalmente, a dificuldade tornou-se tão patente, e a consequente perda de qualidade de vida tão óbvia, que, embora desolados, não pudemos deixar de aceitar que tinha chegado o momento de ajudarmos o TOMMY a partir… para esse lugar onde não há mais sofrimento, nem mais injecções, nem mais curativos dolorosos, nem mais ansiedade. E assim, na 6ª feira, rodeado de todos aqueles que dele cuidavam, e rodeado de todo o carinho e amor, o TOMMY partiu, serenamente… e tão rapidamente como se, de facto, estivesse à espera… sim, da sua libertação. É difícil descrever o que se sente nestas alturas, em que, acima da nossa vontade de os manter connosco e sob os nossos cuidados, e após um tremendo duelo interior em que duvidamos de nós, e se fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, ou se persistir ´, de facto, e apenas, egoísmo de nossa parte, acabamos por colocar o que, no fundo, sabemos que é a decisão certa, e, por amor deles, a única possível. Não, não há palavras para descrever o quanto estes momentos, em que o amor por eles se sobrepõe ao desejo de os manter na nossa companhia, são difíceis de suportar – mais ainda que aqueles em que eles partem naturalmente, já de si desgarradores, por muito que deles estejamos à espera, e por muito que por eles tenhamos passado centenas de vezes, ao longo dos anos. Mas o mais importante, ou talvez a única coisa que importa… é sabê-los, finalmente, em PAZ, e o nosso querido TOMMY está, sem dúvida alguma, agora, em PAZ. O TOMMY estava connosco desde Abril de 2005, e era ainda um cachorro quando veio para o P.T.N., após um resgate verdadeiramente épico, que ficou para sempre registado não só nos nossos corações e do nosso querido Amigo Damião Lourenço, que foi quem primeiro o encontrou, mas também no nosso livro “Alma de Cão – Histórias do Parque, com Amor”. Foi muito feliz, ao longo destes quase 13 anos em que aqui cresceu e envelheceu, exemplarmente apoiado, durante uma grande parte deles, pela sua Cãomadrinha, Anabela Correia, a quem agradecemos, muito comovidos, do fundo do coração. Sim, o nosso bravo e corajoso TOMMY teve uma vida plena, aqui, e foi verdadeiramente feliz… e essa certeza, aliada à de sabermos que está agora em PAZ, não diminui em nada a nossa saudade dele… mas tempera a nossa memória com alguns sorrisos, por entre as lágrimas que ainda brotam. Até sempre, querido TOMMY… pois para sempre permanecerás bem vivo, nos nossos corações e na “Alma de Cão” deste teu LAR! – A Equipa do P.T.N.

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