Natasha

* NATASHA * (8 de Novembro de 2022)

É com enorme tristeza que comunicamos a partida da nossa querida NATASHA para o “Céu de Cão”. A nossa velhinha, doente renal, e ultimamente a lidar com outros problemas de saúde, começou a apresentar algumas dificuldades respiratórias na segunda feira ao fim do dia, tendo recusado a alimentação. Como a situação se agravasse ontem de madrugada, foi conduzida de urgência ao Hospital Veterinário, onde teve dois desmaios, e, não surgindo nada de conclusivo na auscultação – que aliás tinha sido efectuada também na semana passada – foi realizado um raio X, que, para estupefacção até dos próprios veterinários, revelou a existência de um tumor gigantesco no pulmão direito, comprimindo já o pulmão esquerdo e comprometendo cada vez mais a função respiratória. De facto, a falência cardiorrespiratória sobreveio pouco depois, no meio da nossa perplexidade e choque perante o inesperado diagnóstico e tão súbito desfecho. A nossa desolação é enorme, tanto mais que tínhamos grande esperança de estar no bom caminho com a gestão da dor causada pela displasia da anca e artrites da NATASHA sem comprometimento da função renal (a NATASHA tinha uma atrofia congénita de um dos rins, com apenas o outro funcional) mas, infelizmente, era muito mais grave o mal que a afectava. Conforme explicamos na nossa publicação anterior, também relativa à NATASHA, esta lindíssima Pastora Alemã tinha actualmente cerca de 11 anos, e estava connosco há quase 9, tendo sido inicialmente recolhida, em muito mau estado, ainda muito jovem, e com uma ninhada de dois cachorrinhos, pela Mãe da Paula (Equipa do P.T.N.). Infelizmente a sua tutora adoeceu gravemente, acabando por falecer, e a NATASHA, entretanto esterilizada, veio para o P.T.N. Os dois cachorrinhos (um macho e uma fêmea) tinham sido entretanto adoptados em conjunto, mas a NATASHA, talvez devido a maus tratos sofridos no passado, mostrava-se muito agressiva em relação a outros cãopanheiros, pelo que, inicialmente, teve de ficar isolada. Mesmo após o trabalho de socialização que fomos desenvolvendo, e embora fosse bastante dócil, obediente, e até muito amistosa e brincalhona para com os humanos, nunca deixou de reagir mal à presença de outros cães, pelo que, não tendo surgido nunca uma família disposta a adoptá-la como “filha única”, a NATASHA ficou connosco até ao fim. Apesar de não conviver com os outros cãopanheiros, a NATASHA saía para correr e brincar todos os dias à vontade, e tinha uma grande colecção de brinquedos no seu cercado privativo, embora o seu favorito fosse um balde de plástico, que adorava atirar ao ar e apanhar, durante horas. Gostava de toda a gente – até dos veterinários – e todos gostávamos muito dela… lamentando, no entanto, e sempre, não ter sido possível socializá-la com os outros cãopanheiros, para que todos pudessem ter corrido e brincado juntos. Ousamos crer que, apesar disso, a nossa querida NATASHA usufruiu, aqui, de alguns anos felizes, e para sempre permanecerá nos nossos corações!

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