*ROSA “GÉMEA GRANDE” * (17 de Novembro de 2023)
A ROSA era uma dos três frutos da ninhada de uma cadelinha que acolhemos grávida aqui no P.T.N. há 18 anos atrás, e por isso passou toda a sua vida connosco, tal como as duas irmãs – a DÁLIA, que era sua gémea idêntica, apenas ligeiramente mais pequena, e a VIOLETA CLARISSA, que era completamente diferente das outras duas. Apesar de muito bonitas, nunca nenhuma destas irmãs despertou o interesse de qualquer potencial adoptante, e ao contrário da mãe, que foi depois acolhida por uma nossa colaboradora, permaneceram aqui, sempre juntas, e, principalmente as gémeas, muito unidas. Das duas gémeas, a ROSA era a mais calma, mas, ao mesmo tempo, a mais dominante, e era engraçado ver como a DÁLIA, a mais pequenina e mais agitada, aceitava a “liderança” e procurava a protecção da ROSA. Quando esta ficou sozinha, após a partida das irmãs para o “Céu de Cão”, foi necessário transferi-la para o espaço a que chamamos a “Casa do Sr. José”, pois notava-se um abatimento considerável, e, como tinha um grande sopro cardíaco, requeria cuidados mais extensos e vigilância permanente. Durante os meses que ali permaneceu, a ROSA revelou uma personalidade forte, exercendo a sua antiga “liderança” sobre os “novos” cãopanheiros (todos, de facto, muito velhinhos…) e era divertido vê-la de pé, na cama, onde “exigia” que colocássemos a sua tigelinha com a comida, a tomar conta da refeição, ladrando e rosnando aos que ousassem aproximar-se… e só começando a comer depois de todos os outros terem terminado, como que a dizer… “atrevam-se, atrevam-se a vir agora aqui!” A ROSA “GÉMEA GRANDE” foi mais uma daquelas cãopanheiras e cãopanheiros que pareciam “eternos”… e, apesar de ter partido da nossa companhia quando o seu coração velhinho se cansou de vez, é e será, de facto, eterna… na nossa memória e nos nossos corações!