Pipa “Silva”

* PIPA “SILVA” * (24 de Junho de 2022)

Dos cinco irmãos “SILVAS” que um dia, há já muitos anos, nos atiraram por cima de um dos muros cá para dentro (um silvado amorteceu-lhes a queda, que mesmo assim, infelizmente, vitimou um dos que eram seis cachorrinhos) resta-nos, agora, apenas uma – a FUSCA – pois a PIPA partiu para o “Céu de Cão” na passada sexta feira, após um internamento de dois dias. Ao longo da última semana, a PIPA tinha perdido peso de uma forma brutal, e embora não apresentasse outros sintomas, pois mantinha-se bastante activa, com bom apetite, e sem diarreia ou vómitos, decidimos levá-la ao Hospital Veterinário de Santo Tirso, para que fosse examinada, pois a lembrança do PEPSI, a quem sucedera algo semelhante, culminando num terrível diagnóstico e na sua partida, e a recente perda da PIPOCA, com uma gravíssima neoplasia, levavam-nos a encarar este caso com enorme preocupação. E… infelizmente, a nossa preocupação tinha toda a razão de ser, pois os exames a que a nossa PIPA foi submetida revelaram uma fibrose hepática irreversível, com nódulos neoplásicos, e a presença, entretanto, de icterícia. Tal como aconteceu com o PEPSI, a PIPA já devia andar doente há muito tempo, tendo o único sintoma – perda de peso súbita e pronunciada – surgido quando já era tarde demais. Aliás, atendendo aos antecedentes – os casos já referidos do PEPSI e da PIPOCA, e mesmo o internamento, há não muito tempo, da FUSCA, com sintomas de insuficiência hepática, da qual no entanto recuperou – os veterinários suspeitam de uma doença degenerativa de origem genética. Deveremos, assim, manter a FUSCA sob vigilância, submetendo-a periodicamente a avaliações de controlo da função hepática, para actuarmos de imediato, perante qualquer nova alteração que possa vir a surgir. Conforme aqui lembramos, eram seis, os cachorrinhos que foram um dia atirados cá para dentro, tendo uma das cadelinhas morrido na queda. Aos cinco sobreviventes – mais três cadelinhas e dois cãezinhos – apelidamo-los de “SILVAS”, em memória do silvado que os amparou. Pouco tempo depois, um dos machos foi adoptado, recebendo da nova família o nome de MAX. Quanto aos restantes, apesar de lindíssimos, nunca despertaram o interesse de quaisquer potenciais adoptantes, tendo, no entanto, sido apadrinhados e recebido os nomes de PEPSI, PIPOCA, PIPA e FUSCA. Das três cadelinhas, apesar de tão parecidas que se tornava difícil, a quem não as conhecesse bem, distingui-las umas das outras, a PIPA, mais escura, era também a maior de todas – mais corpulenta, até, que o próprio PEPSI. Em comum, tinham todos a característica de serem tímidos e desconfiados, principalmente na presença de humanos menos conhecidos. A FUSCA, a nossa última “SILVA”, talvez seja a mais sociável, mas, certamente, e embora não esteja sózinha, vai sentir a falta das irmãs, pois eram muito unidas. Também nós vamos sentir a falta da linda PIPA, como a sentimos dos outros queridos “SILVAS”… com quem ela, agora, foi reunir-se no “Céu de Cão”. Mas, aqui, procuraremos minorar as saudades da FUSCA, com todo o carinho, e conservaremos, com todo o carinho também, na nossa memória e no nosso , a nossa querida PIPA… e os seus outros manos “SILVAS”!

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