Makakinho

MAKAKINHO (28 de Novembro de 2023)

É a tristíssima verdade, em que ainda nos custa a acreditar… mas foi já na passada terça feira que perdemos o nosso querido MAKAKINHO. Foi ao fim da manhã que, subitamente, o nosso amiguinho começou a apresentar uma grande agitação, seguida de espasmos e dificuldades respiratórias, e estavam a Paula e a Fátima já em contacto com os veterinários que o tratavam, para seguirem com ele de urgência para o Hospital Veterinário, quando ele teve um desmaio. Ainda lhe fizeram uma massagem cardíaca de reanimação, que pareceu resultar, mas, alguns momentos depois, entrou novamente em paragem cardiorrespiratória, dessa vez irreversível. Como calcularão, ainda estamos em choque – especialmente a Paula e a Fátima – pela forma tão inesperada e rápida como tudo sucedeu, e embora estivéssemos cientes de que o MAKAKINHO tinha uma doença do foro cardíaco, da qual estava já há bastante tempo a ser tratado – com várias alterações e ajustamentos de medicação e monitorização quinzenal no Hospital Veterinário – nunca poderíamos esperar um desfecho destes, tão prematuro e tão brusco. O MAKAKINHO tinha apenas 12 anos, e esperávamos poder usufruir da sua companhia por alguns mais. Este maravilhoso cãozinho voltou ao P.T.N. após quatro anos na companhia de uma fantástica adoptante, que, no entanto, e na sequência de um grave acidente, ficou incapacitada e teve de ser internada numa unidade de cuidados continuados. A princípio, estranhou muito a mudança, e mostrava-se muito desconfiado e reactivo, quer em relação aos humanos, quer aos outros cãopanheiros. Ficou então alojado num espaço só para ele, podendo no entanto sair e entrar à vontade… e foi então que lhe descobrimos uma faceta muito curiosa: o MAKAKINHO tinha um distúrbio obsessivo compulsivo (DOC) que se traduzia na acumulação de brinquedos… mas também na arrumação dos mesmos, em perfeitas filas, ao longo das paredes do seu quartinho. Com o decorrer do tempo, foi-se tornando mais sociável, embora sempre muito cioso dos seus “pertences”, e um pouco ciumento… mas, aos poucos, cada vez mais adaptado e apreciador de mimos, “conversazinhas íntimas”, comidinha, e… sempre, muitos brinquedos. Foi um cãozinho muito especial e que nos marcou a todos, profundamente, pela sua personalidade única, ao longo dos oito anos que nos privilegiou com a sua companhia. É, será sempre, um dos Inesquecíveis do Parque, um dos carismáticos que nunca mais deixará de fazer parte de nós, com muito, muito Amor!

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