* KINA * (3 de Dezembro de 2022)
Na impossibilidade, mais uma vez, de publicarmos directamente no nosso álbum “Céu de Cão”, é com enorme tristeza que, desta forma, participamos que a nossa querida KINA não resistiu, e deixou-nos durante a madrugada de sábado. Como aqui tínhamos noticiado, a KINA foi internada na passada sexta feira, devido a dificuldades respiratórias, que supunhamos serem decorrentes de uma obstrução pulmonar crónica de que sofria há já alguns anos. No entanto, e para nossa enorme surpresa, no raio X realizado foi detectada uma grande massa, que uma ecografia revelou situar-se numa extensa área que abrangia a vesícula biliar, o estômago, e o esófago, e que estava a comprimir todo o trato respiratório, incluindo a traqueia e a laringe, causando-lhe significativa dificuldade em respirar. Apesar dos cuidados de emergência administrados, que incluíram oxigenoterapia, o estado da nossa KINA agravou-se rapidamente, e o desfecho, infelizmente inevitável, não tardou. A KINA tinha 16 anos, e já estava connosco há muito tempo, tendo sido resgatada da rua, onde estava a ser atacada por outros cães (com dono, mas que os deixava deambular no exterior…, aqui em Riba de Ave. Era ainda relativamente jovem, então, e mostrava-se, inicialmente, um pouco agressiva com os outros cãopanheiros, com excepção de dois ou três, com quem brincava muito. Foi entretanto esterilizada, e, com o tempo, foi-se tornando mais sociável, o que foi muito bom, porque, num exame de rotina, foi-lhe detectada a tal obstrução pulmonar, decorrente, talvez, de alguma pneumonia ou pleurisia sofrida no seu passado de cadela errante, e foi necessário pô-la num ambiente mais vigiado, tendo começado a passar os seus dias na “Casa do Sr. José”. Nesta imagem, podem vê-la precisamente nesse espaço, que partilhava com outros cãopanheiros também com problemas de saúde diversos ou idades muito avançadas. Era muito gira, a nossa querida KINA refilona, que gostava muito de se esfregar nas nossas pernas, de um lado para o outro, quando estávamos a tratar daquela “turma”, e vamos sentir muitíssimo a sua falta… mas, na nossa memória e nos nossos corações, permanecerá, bem viva, para sempre!