Cocas “Carnes”

* COCAS “CARNES” * (14 de Abril de 2018)

É com a mais profunda tristeza que comunicamos a partida do nosso querido COCAS para o “Céu de Cão”. Infelizmente, não foi possível, apesar de todos os esforços desenvolvidos pelos veterinários que o assistiram desde o seu internamento – que oportunamente noticiamos – reverter a falência hepática e a pancreatite já instaladas, e o COCAS partiu ontem à tarde, serenamente e rodeado de todos os cuidados. Para quem não a conhece ou não se recorda, relembramos a história do nosso COCAS. Este lindo e simpático Beagle tinha donos, mais concretamente, uma família que geria um restaurante, aqui em Riba de Ave. Como bom Beagle, o COCAS não se dava bem no apartamento onde vivia com a referida família, de onde raramente saía para se exercitar, e atroava os ares com os seus latidos “à Beagle”, causando, dessa forma, o desagrado dos vizinhos. Foi assim que, a pedido da família, o COCAS veio para o P.T.N. em 2011. Aqui tinha muito espaço para correr e brincar, e podia ladrar à vontade sem incomodar ninguém. Tratamos, também, da sua castração, pois o COCAS era um cão ainda jovem mas já adulto, e, habituado a ser “cão único”, exibia alguma tendência dominante em relação aos seus companheiros de grupo. Em retribuição pelo acolhimento do COCAS, a sua família comprometeu-se a fornecer ao P.T.N. os frangos e as carnes que não gastavam no restaurante (uma churrascaria) e foi assim que o COCAS ganhou o apelido de “CARNES”, atribuído pelo Paulinho da nossa Equipa. Passado algum tempo, porém, a churrascaria encerrou e a família do COCAS ausentou-se do País. Nunca mais deram notícias nem quiseram saber do COCAS, e nunca mais conseguimos contactá-los. O COCAS por aqui ficou, e como nunca apareceu ninguém interessado em oferecer-lhe um lar, tornou-se residente permanente. Apesar de dispôr de um extenso espaço para se exercitar, e de ser bastante activo, o COCAS era muito comilão, e desenvolveu, infelizmente, uma obesidade muito significativa, que não foi possível combater a tempo de se evitarem os danos dela decorrentes. O COCAS tinha cerca de 11 anos, e deixa-nos uma saudade imensa, pois era um “cãopanheiro” muito amistoso e engraçado, que apreciava muito os nossos carinhos e atenções. A nossa Alma de Cão vai ficando mais incompleta com a partida física de cada “cãopanheiro”, pois cada um é ÚNICO e IRREPETÍVEL. Mas… temos de continuar, por todos e cada um dos outros que precisam de nós e dos nossos cuidados, sem reservas nem desânimos. Até sempre, querido COCAS… gostamos MUITO, MUITO de ti! – A Equipa do P.T.N.

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