Pastorinha

* PASTORINHA * (29 de Novembro de 2022)

Poucos dias depois de perdermos a nossa ROMMY, foi com profunda tristeza que nos despedimos, ontem à tarde, da nossa querida PASTORINHA. Como se recordarão, a PASTORINHA – uma das nossas residentes mais idosas – sofreu, em princípios de Outubro passado, um grave AVC, que nos fez temer pela sua vida. No entanto, e felizmente, recuperou bastante bem, o que nos deixou mais animados. Prosseguimos com os tratamentos prescritos, mantendo-a sempre sob vigilância, e embora a recuperação continuasse a verificar-se, pareceu tornar-se mais lenta a partir de um certo ponto. Na segunda-feira, demonstrou pouco apetite e menos energia, mas estava alerta e reactiva. Ontem de manhã, no entanto, verificamos que a PASTORINHA tinha urinado e defecado na caminha, e estava muito prostrada, com uma respiração ofegante, e com o olhar muito vidrado. Ante a suspeita de um novo AVC, foi levada de urgência para o Hospital Veterinário, onde, infelizmente, os exames realizados confirmaram a nossa suspeita. Apesar da assistência imediatamente prestada, a nossa querida velhinha não resistiu, e, ao princípio da tarde, entrou em paragem cardiorrespiratória, que não foi possível reverter. Esteve sempre acompanhada por um elemento da nossa equipa, e partiu rodeada de todo o carinho, serenamente. Como oportunamente partilhamos com os nossos Amigos, a PASTORINHA já estava connosco desde cachorrinha, tendo sido abandonada junto com uma irmã, a DINGA, que também já partiu para o “Céu de Cão”. Ambas chegaram a ser adoptadas, mas, por motivos diferentes, a PASTORINHA quase logo, e a DINGA mais tarde, foram devolvidas e acabaram, depois, por permanecer aqui. A PASTORINHA era, na sua juventude, uma cãopanheira bastante tímida, mas, com o avanço da idade, tornou-se muito mais sociável, e gostava muito de dar grandes passeios, de se enfiar nas banheiras dos parques, e de bolachinhas, que vinha, muito delicadamente, comer da nossa mão. Já sentimos muitas saudades dela, mas jamais esquecemos a nossa linda “lobinha”, que para sempre guardaremos no nosso!

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