Bigodes

* BIGODES * (11 de Abril de 2022)

O nosso querido BIGODES partiu ontem à tarde para o “Céu de Cão”, após ter sofrido um grave AVC. Ao fim da manhã entrou, de repente, em intensas convulsões, tendo ficado, depois, num estado comatoso, apresentando grande rigidez corporal e nistagmo (movimentos automáticos e repetidos dos olhos). Foi ainda observado pelo veterinário, chamado de urgência, mas, infelizmente, já nada podia ser feito, pois o fim estava iminente, e o nosso querido velhinho partiu, pouco depois, sem sofrimento, e acarinhado por dois elementos da nossa Equipa. O BIGODES era um dos nossos residentes mais idosos, era cego, e estava connosco desde 2013. Tinha sido encontrado a deambular pelo meio da multidão que participava numa romaria, numa localidade próxima daqui, pelo Sr. José, que, apercebendo-se de que o cãozinho era cego e já não parecia novo, o trouxe para o P.T.N. para ser tratado. Além de muito negligenciado, com os dentes em muito mau estado, e infestado de pulgas e outros parasitas, veio a verificar-se que o BIGODES – assim “baptizado” pelo Sr. José – já teria cerca de 7 ou 8 anos, e que a sua cegueira provinha não só de cataratas, mas também de um glaucoma unilateral já muito avançado. Apesar de tudo isto, o BIGODES viria a revelar-se um cãozinho muito activo, muito simpático e brincalhão, e grande apreciador de carinho e atenção – deitando-se constantemente de barriga para o ar, em cima dos nossos pés, a pedir miminhos. Nos últimos tempos, o nosso querido velhinho já apresentava crescentes sintomas de DCC (senilidade), havendo dias em que se mostrava muito desorientado, e movendo-se em círculos. No entanto, e salvo uma fístula perianal que o tinha incomodado há algum tempo atrás mas que estava actualmente controlada, o seu estado geral era bom, e manteve um bom apetite até ao fim – tendo aliás comido normalmente a sua primeira refeição do dia ainda ontem, de manhã cedo, como habitualmente. Mas… a idade já era muita, e, embora este grave AVC tenha ocorrido sem “aviso”, notava-se, ultimamente, que o nosso BIGODES já entrara naquela fase em que o fim do caminho, estava, nitidamente, cada vez mais próximo. Como calculam, estamos profundamente tristes, e evocamos, com muita saudade, os muitos momentos bons e alegres que tivemos o privilégio de viver com o nosso querido BIGODES, tão prazenteiro e bem disposto. Conforta-nos, de certo modo, sentir que, ao longo de nove anos, o nosso lindo amiguinho foi feliz aqui, connosco, rodeado de carinho e amor. Até sempre, querido BIGODES, nunca nos esqueceremos de ti!

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