FLOR * (2 de setembro de 2019)
Ontem partilhamos com os nossos Amigos boas notícias de três dos nossos residentes, e esperávamos poder partilhar, mais tarde, uma actualização sobre o estado da nossa FLOR…
mas, precisamente ontem à tarde, e com infinita tristeza por não nos ter sido possível fazer mais nada por ela, tivemos de nos despedir da nossa querida velhinha. Tínhamos estabelecido o dia de ontem como limite para tomarmos esta decisão que, embora sempre e apenas tendo em conta o melhor interesse dos residentes em estado terminal ou de grande sofrimento, é, e nunca deixará de ser, uma das mais difíceis, senão a mais difícil, de tomar. No entanto, o estado da FLOR continuava a agravar-se de dia para dia, não havendo qualquer possibilidade de recuperação, e já nem os cuidados paliativos que estávamos a prestar-lhe, sob orientação veterinária, após o internamento, estavam a surtir qualquer efeito ou a facultar qualquer alívio, pelo que não tínhamos o direito de manter a nossa querida velhinha em tal situação. A pessoa a quem mais custou a partida da FLOR, foi ao nosso colaborador Sr. José, pois era muito apegado a ela, tendo sido quem primeiro conseguiu conquistá-la, quando foi aqui abandonada, nos terrenos junto ao rio, já adulta e em pânico, no ano de 2007. No entanto, e como todos nós, o Sr. José tem plena consciência de que, por mais dura que seja para nós, a decisão de ajudarmos um residente a partir, de forma tranquila, e sem sofrimento, é a única que, por amor dele, ou deles, pode ser tomada. A FLOR partiu, pois, em paz, e rodeada do carinho não só do Sr. José, como de outros elementos da nossa Equipa, que assim se despediu de mais um ser especial e único, que nos privilegiou com 12 anos da sua companhia, depois de ter passado, durante os primeiros 3 ou 4 (estimamos que a FLOR tivesse actualmente 15 ou 16 anos), sabe-se lá que provações e negligência!… Conforta-nos, de certo modo, saber que, enquanto esteve connosco, a FLOR usufruiu dos melhores cuidados e do maior conforto… e a memória que guardaremos dela com mais carinho, e que muito lamentamos não ter uma fotografia que a ilustre… é a memória da forma como a FLOR bebia… e que manteve quase até ao fim – com as patinhas dianteiras enfiadas no balde ou bacia da água, chapinando tudo à sua volta! Até sempre, querida FLOR… eterna e maravilhosa FLOR deste nosso (e teu) jardim! 