*COQUINHAS * (2 de Outubro de 2021)
Há “cãopanheiros” que parecem eternos, tal a sua longevidade e resistência, e que nos custa a acreditar que, um dia, têm, também, de partir. Foi esse o caso do nosso pequeno COQUINHAS, tão velhinho que já “não tinha idade”, já tão frágil e com avançado D.C.C. (o Alzheimer canino), mas que ia resistindo, ao longo dos anos, e de muitos sobressaltos. Lá adormeceu, enrolado, como nesta imagem, na sua mantinha preferida, na caminha de onde já só raramente saía, ao fim do dia do passado sábado. Já há muitos anos que este pequenino caniche estava connosco. Já era idoso e cego quando nos foi trazido, com a indicação de que mordia… e se a princípio tinha, de facto, de ser abordado com cautela, principalmente por pessoas a quem não estava habituado, tornou-se, com o tempo, num cãozinho calmo, muito carente, e grande apreciador de mimos. O seu melhor amigo foi o RED-BULL, com quem gostava de partilhar a caminha – embora refilasse imenso com ele enquanto se aconchegavam… – e cuja falta, quando ele partiu para o “Céu de Cão”, sentiu imenso. Há cerca de três anos o nosso COQUINHAS teve de ser submetido a uma grande cirurgia, para excisão de um enormíssimo tumor. Estávamos, naturalmente, preocupadíssimos, dada a idade do COQUINHAS e a sua fragilidade, mas não só resistiu, como recuperou de forma surpreendente, parecendo, até, ter rejuvenescido! Nestes últimos meses, porém, a sua degradação física e mental começou a tornar-se cada vez mais notória, e foi-se apagando, de dia para dia… até que lá partiu, para junto do seu querido amigo RED-BULL, acarinhado pela sua também muito querida Fátima. Nunca esqueceremos este carismático pequenote, o “terror dos tornozelos”, refilão e cheio de manias… e, no fundo, tão querido! Até sempre, eterno COQUINHAS, deixaste, sem dúvida, a tua marca, indelével, nos nossos corações!