PRINCESA – 18 de Novembro de 2014
A nossa PRINCESA partiu ontem, ao fim da tarde, para o “Céu de Cão”. Quem acompanhou a sua história, sabe que a PRINCESA foi encontrada quase inanimada na via pública, em Julho deste ano, e recolhida pelo Sr. José e pela Paula, da nossa “matilha humana”, que a trouxeram para o P.T.N., onde, desde logo, assumimos os seus cuidados. O estado da PRINCESA – uma cadelinha cruzada de “Pastor Alemão” já idosa – era de uma debilidade extrema, mas a suspeita de algo mais grave conduziu à realização de vários exames e análises, que, por sua vez, conduziram ao diagnóstico de piómetra (piometrite) e da existência de vários tumores malignos, em todo o aparelho reprodutor – com muito prováveis metástases no aparelho digestivo. Apesar do prognóstico muitíssimo reservado, decidimos dar à PRINCESA uma oportunidade – pelo que foi submetida a uma grande cirurgia, na qual se procurou remover o máximo possível das neoplasias. Contudo, e embora tendo recuperado satisfatoriamente da cirurgia, o prognóstico clínico continuou a ser reservado, e a PRINCESA permaneceu, desde então, sob cuidados paliativos, e a receber uma alimentação especial, sob constante vigilância, nas nossas instalações. Sabíamos, contudo, que o tempo de vida da nossa querida velhinha era limitado, e que, a qualquer momento, o seu estado poderia agravar-se novamente. Foi o que sucedeu, infelizmente, há dois dias, durante os quais a PRINCESA recebeu os tratamentos necessários, apenas, para a manter tanto quanto possível livre de qualquer sofrimento – e foi assim, serenamente, sem dores, e rodeada do carinho das mesmas pessoas que a socorreram em Julho, e aqui, na que foi, desde então, a sua casa, que a PRINCESA partiu, fisicamente, da nossa companhia. Embora este fosse o desfecho esperado, desde o início, não foi por isso que nos entristeceu menos ver partir esta amiguinha, que a vida tão mal tratou, e a quem, apesar de tudo termos feito nesse sentido, apenas conseguimos compensar, com carinho, cuidados, e AMOR, parcialmente, e durante tão pouco tempo. Ousamos acreditar que, mesmo assim, e mesmo sendo, no fundo, uma “espera do fim”, a estadia da PRINCESA no P.T.N. lhe proporcionou alguns momentos felizes, com conforto, e, sobretudo, com muita PAZ. Nunca esqueceremos a PRINCESA – pois, agora, ela reside para sempre na memória do nosso – integrada na “Alma de Cão” deste lugar! – A Matilha do P.T.N.