Milka

* MILKA * (11 de Fevereiro de 2014)

A nossa MILKA partiu esta manhã para o Céu de Cão. Foi uma partida súbita e inesperada, pois a MILKINHA não estava doente, nem era uma cão-panheira muito idosa – e ainda ontem estava perfeitamente. Esta manhã, no entanto, quando chegou ao espaço que ela partilhava com outros cão-panheiros, o Sr. José deparou-se com ela deitada na sua caminha, muito inchada, e já com muitas dificuldades respiratórias – e o veterinário, que chegou pouco depois (pois já estava previsto cá vir para tratar de alguns dos nossos velhotinhos) logo identificou uma torção gástrica, mas, infelizmente, já nada pôde ser feito. As torções gástricas ocorrem muito rapidamente, e são situações muito graves, que, muitas vezes, nem quando se actua de imediato conseguem tratar-se. Cremos que, no caso da MILKA, a situação deve ter ocorrido durante a noite, e por isso, já não chegamos a tempo. Estamos todos muito tristes, porque a MILKA “renasceu” aqui no P.T.N. – para onde veio, de uma clínica veterinária, em 2005, a pedido de uma amiga nossa, a fim de que tentássemos, por todos os meios, salvá-la. Ironicamente, a MILKA, quando aqui chegou, tinha a vida por um fio – pois, devido a um qualquer problema do foro gástrico (ou, em todo o caso, digestivo) que não conseguiram diagnosticar, estava a ser alimentada artificialmente, pois negava-se a comer. Aceitamos o desafio, embora não fosse pequeno – mas, a princípio, chegamos a pensar que também não conseguiríamos salvá-la. Ração, não comia… comida normal (arroz com frango), sim, mas vomitava logo a seguir… e água, era a única coisa que conseguia ingerir e reter no estômago. A Paula resolveu, então, tentar dar-lhe um caldo, feito com muitos ingredientes nutritivos, mas com a consistência de água… e resultou, pois a primeira tacinha que ingeriu, e com vontade, não a vomitou. Passou, assim, a ser alimentada com o mesmo tipo de caldo, em quantidades reduzidas, de 3 em 3 horas – e ao fim de duas semanas, começou-se a introduzir uma sopa mais consistente, e um suplemento de cálcio e vitaminas, seguidos, passado mais algum tempo, de alimentos mais sólidos, mas sempre em pequenas quantidades, e divididos em várias refeições. A recuperação da MILKA, que era um verdadeiro esqueleto quando aqui chegou, começou a tornar-se cada vez mais evidente e cada vez mais segura, e, ao fim de alguns meses, a nossa amiguinha estava transformada! Nunca mais, durante os anos que esteve connosco, a MILKA teve qualquer problema assinalável de saúde, e fazia uma vida totalmente normal, comendo bem, e correndo e brincando com os seus cão-panheiros, cheia de energia, e muito, muito sociável. Era extremamente meiga com todos os seres humanos, e adorava miminhos. Sim, estamos muito, muito tristes, com a partida da nossa “vaquinha dos chocolates”… e custa-nos a crer que nunca mais virá receber-nos aos saltinhos, abanando freneticamente a cauda, e dando-nos a patinha ao mais pequeno pretexto. Mas sabemos que os anos que passou connosco foram, para a nossa querida MILKINHA, anos muito felizes – e agora, continuará, para sempre, nos nossos corações, e na Alma de Cão do P.T.N.!

Com muitas saudades, – A Matilha do P.T.N. 

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