* PININHO * (6 de Dezembro de 2013)
Ontem foi um dia de emoções contrastantes para todos nós, aqui no P.T.N.: Á alegria e esperança sentidas face à aprovação, pelo Parlamento, de um projecto de lei que criminaliza os maus tratos a animais de companhia, bem como de um diploma sancionatório, juntou-se a nossa imensa tristeza pela partida do nosso querido PININHO para o Céu de Cão. A inevitabilidade da chegada ao fim destes cão-panheiros é, evidentemente, algo de que nos vamos capacitando, à medida que eles vão envelhecendo, e a sua saúde vai começando a degradar-se, e sabemos bem que, a partir de um certo ponto, essa partida pode acontecer a qualquer momento. É então que começamos a sentir o coração cada vez mais apertado, e a cada novo dia que principia, olhamos para eles, e pensamos… “será hoje?” – E assim foi, com o PININHO, ao longo de muitas semanas, dia após dia, até que ontem chegou esse temido e inevitável momento. O PININHO era um Cocker Spaniel puro, e veio para cá com um mês de idade, em 1996, ainda o P.T.N. estava longe de existir, até, como projecto daquilo em que se tornou. Juntamente com outros cão-panheiros – alguns que entretanto partiram, também, e outros que ainda aqui se encontram – o PININHO viveu o nascimento do sonho, que se tornou projecto, e depois se foi transformando na realidade que é, actualmente, o P.T.N. – e, como esses outros cão-panheiros, conheceu nada menos que cinco gerações da família das fundadoras do centro de acolhimento que nasceu neste lugar, onde sempre houve animais de várias espécies, e onde estes sempre foram tratados com respeito, dignidade, e amor. A Paula, que foi quem cuidou do PININHO desde a mais tenra idade e mais de perto, ao longo dos 17 anos que ele viveu, foi, sem dúvida alguma, quem mais profundamente sentiu a sua partida para o Céu de Cão, que acompanhou, com o mesmo Amor e carinho que lhe dedicou durante todos esses anos. Por isso, o PININHO partiu como foi recebido há quase 18 anos – nos braços da Paula, e acalentado por ela. Quanto a nós, os outros elementos da Matilha do P.T.N., nada mais podemos do que associar-nos à dor de mais esta perda – que, de facto, não é “apenas mais uma perda”, mas a perda de um cão-panheiro único, irrepetível, e muito, muito querido. Até sempre, PININHO – cão-panheiro querido, e, desde ontem, para sempre vivo na Alma de Cão do P.T.N. e na memória de todos nós! ~ A Matilha do P.T.N.