MEL (23 de Janeiro de 2015)
A nossa MEL partiu esta madrugada para o “Céu de Cão”. Para os que só nos “vêem” de longe, e de fora, e sabem, vagamente, que temos “muitos cães” ao nosso cuidado, a chegada de “mais um” deixa-os tão indiferentes como a partida de “mais um”. Para os que nos “vêem” e conhecem, verdadeiramente, de perto (o que nada tem a ver com a distância, mas sim com a atenção e o interesse com que seguem o que aqui se passa) e por dentro, e que se alegram, divertem, preocupam, e entristecem connosco, a partida de cada “cãopanheiro” para o “Céu de Cão” é sentida tal como nós a sentimos: Como a partida de um Ser Único e Irrepetível – que cuidamos como tal, e amamos como tal. Esses que nos conhecem bem, porque nos acompanham a par e passo, e sentem como nós, sabem que a MEL sofria – sofreu, desde sempre – de problemas de saúde, cuja causa nunca chegou a ser possível diagnosticar de forma definitiva, apesar dos inúmeros exames realizados ao longo dos anos, e dos quais, por conseguinte, nunca chegou a recuperar completamente, apesar dos inúmeros tratamentos feitos, que incluíram, no fim do ano passado (2014) os prescritos após uma cirugia laparoscópica exploratória, na qual lhe foi encontrado e removido um ovário recôndito, e detectada uma enorme ingurgitação de uma das glândulas supra-renais. A MEL continuava sob vigilância, para uma repetição das análises então efectuadas e exame das supra-renais, e, entretanto, parecia estar a recuperar, pois o seu apetite aumentara, e com ele, já, bastante peso – e estava, até, mais activa e sociável, o que nunca tinha sido, repondendo bastante bem ao contacto humano, e procurando-o, até, especialmente com a Alexandra, da nossa “matilha humana”, com quem criou uma ligação especial, ao longo dos últimos meses. Sem que este desfecho fosse, propriamente, inesperado, não deixou de ser um choque verificar, esta manhã, que a MEL partira. Parecia, apenas, continuar a dormir, de tão serena que estava, na sua querida caminha (a da foto, agora provida de uma manta fofa, que ela adorava, por causa do frio), sem quaisquer sinais de sofrimento… tranquilamente deitada. Mas partira, partiu, sim – e lá está, agora, onde não há doenças, onde não há medos, onde há, apenas… PLENITUDE. Em simultâneo, continua, e continuará, sempre, AQUI, connosco, integrada na “Alma de Cão” colectiva deste lugar… mas sempre, e também, a nossa MEL – única e irrepetível, no nosso! – A Matilha do P.T.N.