* DRAGÃO * (31 de Agosto de 2017)
O nosso lindo e simpático DRAGÃO partiu, inesperadamente, para o Céu de Cão, na passada 5ª feira. Era um “cãopanheiro” de grande porte, com cerca de 12 anos (e portanto já sénior) que estava connosco há cerca de 8, tendo vindo para cá na companhia do pai, SEBASTIÃO, e da irmã, BONECA, que partiram, também de forma inesperada, para o Céu de Cão, respectivamente em 2012 e 2013, tudo levando a crer que existisse algum factor genético, muito provavelmente do foro cardíaco, na origem destas mortes súbitas, pois nenhum deles apresentou quaisquer sintomas antecipados – com excepção da BONECA que, na altura, pareceu ter sofrido um ligeiro AVC. O DRAGÃO sempre foi um residente com excelente temperamento, que se fazia, no entanto, respeitar pelos “cãopanheiros” de grupo, mas que, se perdesse a paciência – o que não era fácil, pois, normalmente, era um cão muito calmo e independente – podia “transformar-se”, de repente, num verdadeiro “dragão”. Com os humanos, sempre foi um doce, e fartava-se de nos dar grandes “encontrões” carinhosos, pois não tinha a mínima noção do seu porte imponente, nem de que podia atirar-nos de pernas para o ar com um “carinho” mais exuberante. Nos últimos anos, com o avançar da idade, foi-se tornando menos exuberante, mas nunca deixava de receber, com o seu “sorriso” aberto, a cauda felpuda a abanar, e uns “empurrõezinhos” carinhosos, quem entrasse no cercado onde vivia. Como, ao contrário do SEBASTIÃO e da BONECA, tinha ultrapassado a idade adulta e entrado na fase “sénior” sem sinais de qualquer doença, nunca imaginamos – mais ainda, porque, tal como todos os séniores, estava sempre sob vigilância – que fosse partir de forma tão súbita e inesperada como o pai e a irmã. Mas assim foi, infelizmente, para enorme choque de quantos o tinham visto, menos de meia hora antes, no cercado, agindo de forma absolutamente normal. O DRAGÃO, tal como o SEBASTIÃO, a BONECA, e vários outros – alguns que já partiram e outros que ainda continuam connosco – tinha como Protectora dedicadíssima a nossa querida Amiga Otília, que, desde sempre, acompanhou e apoiou os seus protegidos de forma verdadeiramente exemplar, e que ficou, naturalmente, tão desolada como todos nós ao tomar conhecimento da partida deste querido “grandalhão” – que ainda há poucas semanas tinha vindo visitar. Não só pelo seu tamanho, mas, e essencialmente, pela sua também enorme simpatia e alegria, o DRAGÃO deixou um grande vazio no Parque da Terra Nova… e, ao mesmo tempo, encheu-nos, a todos, de saudades… saudades da sua expressão de “urso de peluche gigante” e do seu carinho, tão perfeitamente captados nesta fotografia, da Rita Sousa (Focinhos sem Dono). O DRAGÃO já não está connosco fisicamente… mas está, e continuará, SEMPRE, no nosso coração, e na Alma de Cão deste lugar!