* RED-BULL (11 de Outubro de 2020) *
No Domingo o nosso RED-BULL partiu, para o “Céu de Cão”. Abaladíssimos pelo choque desta perda tão seguida, partilhamos a notícia, sim, mas não nos sentimos, na altura, com forças para prestar a estes queridos residentes a homenagem que sempre prestamos àqueles que partem, mas que se tornam em “Inesquecíveis do Parque”, e aos quais continuamos a dedicar muito, muito Amor. Hoje, porém, sentimos que essa homenagem não podia deixar de ser feita… o RED-BULL, que já há algum tempo estava a fazer medicação para alívio de uma crescente insuficiência cardio-pulmonar, foi visto pelo Veterinário. O cenário era de algum agravamento da tosse e da dispneia, pelo que a medicação foi ajustada… mas, infelizmente, já não houve resultados positivos. No dia seguinte, o nosso querido “rebolinho”, o nosso alegre e doce “açucareiro”, entrou num quadro agudo de congestão cardio-pulmonar, que rapidamente redundou em falência. As manobras de ressuscitação efectuadas não surtiram efeito… e o nosso menino partiu, perante a nossa incredulidade… ou talvez, incapacidade emocional para aceitar aquele desfecho, por muito que dele estivessemos prevenidos pelo Veterinário, desde que iniciara a terapêutica… Mas… que podemos nós fazer, senão acabar por aceitar estas fatalidades, iminentes ou não, mas previsíveis, entre tantos residentes com idades avançadas, patologias crónicas, e necessidades especiais?… Pois… mas custa, e mais do que podemos expressar! Nunca, nunca esqueceremos o nosso RED-BULL, o pequeno Bulldog Francês que aqui nos chegou, paraplégico, em 2011, para que tentássemos continuar a reabilitação que, na clínica onde o tinham deixado, já não tinham condições de levar a cabo por mais tempo. E… foram meses de fisioterapia, de hidroterapia, e de grande persistência, mas os resultados, animadores, começaram a fazer-se notar. O maravilhoso RED-BULL chegou a recuperar quase por completo, mas continuou a precisar de cuidados especiais, e ficou sempre com um “andar à bailarino”, que, de resto, lhe dava imensa graça… o que, a par com a sua exuberante simpatia, fazia dele um cãozinho que a todos encantava! As saudades que sentimos deste pequenote, e não só dele, mas de tantos outros, tão carismáticos como especiais, são apenas suplantadas pela intensa gratidão que sentimos, por termos tido o privilégio de cuidar deles. E… por sabermos que foram felizes, connosco, aqui! – Parque da Terra Nova (P.T.N.)