Carochinha

* CAROCHINHA * (20 de Outubro de 2020)

Conforme já comunicamos, com profunda tristeza, à sua dedicada Cãomadrinha, a nossa querida CAROCHINHA deixou-nos ontem à tarde. Não estava doente, a nossa pequenota… estava, sim, muito velhinha, e embora aqui residam outros “cãopanheiros” ainda mais idosos, a velhice da CAROCHINHA já lhe pesava bastante, e ao longo dos últimos meses cada vez a íamos notando mais debilitada, mais parada, passando cada vez mais horas a dormir, na sua caminha. Na segunda feira, não quis comer, e, como se mostrasse mais apática ainda, pedimos ao veterinário que viesse vê-la… e confirmou-se o que, infelizmente, já suspeitavamos, isto é, que a nossa linda velhinha estava prestes a partir para o “Céu de Cão”… E assim foi… partiu, rodeada de todos os que dela cuidavam há já tantos anos, completamente serena e muito aconchegada na sua caminha confortável. A CAROCHINHA foi um caso de abandono, aqui dentro do P.T.N. Era uma cadelinha ainda jovem, com óbvios sinais de ter sido mãe há pouco… as maminhas ainda cheias de leite… e completamente aterrorizada. De facto, foi preciso mais de um mês e muita paciência para a conseguirmos conquistar, e conseguirmos que não fugisse e fosse esconder-se mal tentávamos aproximar-nos!… Finalmente, porém, lá foi ganhando mais confiança nos humanos, e tornou-se sociável com os outros “cãopanheiros”, embora se tivesse mantido uma cadelinha tímida durante muito tempo. Nos últimos anos, no entanto, foi-se tornando mais afoita e mais amistosa, e passou a fazer-nos muita festa, e a manifestar o seu contentamento sempre que lhe levavamos biscoitinhos. O seu maior amigo foi o BIGODES, e, mais tarde, quando começou a ficar mais fraquinha e tivemos de mudá-la para um dos espaços ao pé da residência principal, passou a ser a RASTA a sua companhia preferida. Agora… o BIGODES continua no “Palace Rodinhas”, e a RASTA na companhia do PANDEIRETA e da FLORA, também muito velhinhos… mas a doce CAROCHINHA já brinca com outros amiguinhos, no “Céu de Cão”. Quanto a nós… que dizer… estamos, naturalmente, muito tristes… mas, por outro lado, felizes por sabermos que ela foi feliz, aqui… onde nunca será esquecida e sempre a guardaremos no coração.

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