* MAQUINISTA * (23 de Junho de 2020)
É com a mais profunda tristeza que comunicamos a partida da nossa querida MAQUINISTA para o “Céu de Cão” na passada 3ª feira. Conforme tínhamos oportunamente noticiado, esta nossa residente idosa tinha estado internada para realização de exames, e administração de medicação no passado dia 17, mas o prognóstico era muito reservado, pois apresentava já sinais de iminente falência renal, estando a função hepática também bastante comprometida. O nosso coração, a par com a nossa consciência, e felizmente a par com os profissionais de medicina veterinária que acompanham os nossos residentes, aconselham-nos sempre a dar uma oportunidade aos nossos residentes, mesmo que com prognósticos reservados, e mesmo com patologias terminais, desde que não se encontrem em sofrimento, e a sua qualidade de vida não esteja, por conseguinte, irremediavelmente comprometida. Foi este o caso da nossa MAQUINISTA, que acabou por partir de forma natural, mas sem qualquer tipo de sofrimento, e logo, em paz, e acarinhada pelos que dela cuidaram ao longo dos muitos anos que nos privilegiou com a sua companhia. A MAQUINISTA teve uma história muito triste. Foi recolhida de uma linha de caminho de ferro, que percorria para trás e para a frente, tentando entrar nos comboios, e com todos os sinais de ter tido recentemente uma ninhada. Não foi fácil resgatá-la, pois a cadelinha resistia a abandonar o local, onde provavelmente procurava os filhotes… mas, finalmente, a persistência de alguém muito especial resultou na sua captura. A MAQUINISTA – já compreendem a origem do nome, certo?… – foi logo depois esterilizada e vacinada, e veio para o P.T.N., onde, a princípio, foi um pouco difícil de enquadrar, pois era bastante defensiva em relação aos outros cães. Encontrou, finalmente, os seus companheiros ideais no CANÉ (cego) e no TOMMY (que também já partiu para o “Céu de Cão”) e partilharam espaço e momentos muito felizes durante muitos anos, ao longo dos quais a linda MAQUINISTA se foi tornando muito mais confiante e dócil. Foi sempre uma cadela saudável, mas, nos últimos tempos, começou a apresentar inapetência e letargia… sendo o desfecho o que nos traz hoje a este álbum, a prestar-lhe, como sempre fazemos quando um querido residente parte, a nossa sentida homenagem. A MAQUINISTA pertence, agora, ao grupo dos “Inesquecíveis”… esses, que passam a residir, para sempre, na nossa memória, no nosso coração, e na “Alma de Cão” do Parque da Terra Nova… o seu lar!