Pirata

PIRATA (20 de Julho de 2026)

É com a mais profunda tristeza que partilhamos com os nossos Amigos e seguidores a partida do nosso querido PIRATA para o “Céu de Cão” ontem, ao fim do dia. O nosso querido velhote “tripatinhas” não resistiu à insuficiência renal e respiratória que o tinha levado ao Centro Veterinário do Médio Ave já por três vezes nas últimas semanas, não tendo sido possível, desta vez, e infelizmente, estabilizá-lo. O PIRATA estava connosco precisamente há 13 anos, pois chegou aqui ao Parque da Terra Nova em estado muito grave, com uma patinha parcialmente decepada por um machado, em Julho de 2013. Imediatamente internado, foi submetido a uma cirurgia de emergência para se concluir a amputação de forma correcta, e, assim que teve alta, voltou para o P.T.N. para completar a sua recuperação, aqui tendo permanecido desde então. O PIRATA era um cão-panheiro lindíssimo, de porte grande, e, apesar de tímido em relação a pessoas que não conhecia bem, extremamente simpático e muito meigo com os que faziam parte do seu dia-a-dia, e muito sociável com todos os seus cão-panheiros. Ao longo de todos estes anos, foi sempre saudável, bem disposto, comilão, e, apesar do seu passado tão traumático, um cão-panheiro feliz! O nosso PIRATA teve também o privilégio de ser apoiado e acarinhado por uma Cão-madrinha excepcional, a quem nunca agradeceremos o suficiente, e a quem nos unimos na tristeza destes momentos tão dolorosos, e na saudade imensa do nosso querido velhinho. E, com a nossa Cão-madre, nunca esqueceremos este maravilhoso “tripatinhas” que, ao longo destes anos, se tornou numa das luzes tão brilhantes que compõem a “Alma de Cão” do P.T.N. e que para sempre iluminarão os nossos corações!

“Ninguém conhece a dor porque passamos, ultimamente, com a perda gradual mas rápida de tantos dos nossos meninos.
Eles chegaram cá, há anos, deram-nos tudo o que tinham lá dentro, confiaram, amaram, entregaram -se totalmente ao longo de todo o período que connosco viveram. Entraram na nossa vida, no nosso coração nós entramos no coração deles.
Depois vem o outro lado da vida …
A doença, a velhice, a proximidade do fim e muitas vezes o sofrimento físico próprio que sempre tentamos combater.
Pois …Mas neste processo final a alegria transforma -se em dor;
A primavera da vida transforma-se num inverno rigoroso;
O orgulho de batalhas vencidas tem agora o horrível sabor da derrota …
Vê-los partir, um a um, cada dia mais um, é uma dor pesada demais. Muitas das vezes aguentam heroicamente todo o processo inerente às suas doenças de idosos sempre a lamber-nos as mãos as mesmas mãos que lhes deram uma vida nova amparam agora a sua partida. É muito duro, é muito violento, e uma parte de nós que morre com eles é uma parte deles que passa a viver no nosso coração para sempre. Descansa em paz querido Piratolas.”
Paula

O meu menino partiu, chegou a sua hora e virou mais uma estrelinha no céu. Deixa-me uma saudade muito grande e de coração partido. Sei que temos que aceitar, pois todos partem. Mas estes seres maravilhosos fazem cá muita falta. Nunca te esquecerei meu tripezinho. Olharei todos os dias o céu e vou pensar que estarás a brincar com teus amiguinhos. Da tua caomadrinha que sempre te amará. Um abracinho a todos que tão bem cuidaram de ti

Teresa Teles Carvalho

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